“Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.” (Marilena Chaui)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Matéria da terceira série



O filósofo Friedrich Nietzsche acreditava que a base racional da moral era uma ilusão e por isso, descartou a noção de homem racional. O mundo para Nietzsche não é ordem e racionalidade, mas desordem e irracionalidade. Seu princípio filosófico não era portanto Deus e razão, mas a vida que atua sem objetivo definido, ao acaso, e por isso se está dissolvendo e transformando-se em um constante devir. A única e verdadeira realidade sem máscaras, para Nietzsche, é a vida humana tomada e corroborada pela vivência do instante.

Nietzsche era ateu e opositor radical da fé e moral cristã. Ele considerava o cristianismo e o budismo como "as duas religiões da decadência", embora afirmasse haver uma grande diferença nessas duas concepções. O budismo para Nietzsche "é cem vezes mais realista que o cristianismo".
"A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada." (Friedrich Wilhelm Nietzsche)
"O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo." (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

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